• Samuel Simões

O que Você NÃO DEVE FAZER, se estiver criando/desenvolvendo um produto de valor...

Atualizado: 18 de Mai de 2020


O que NÃO se deve fazer quando estiver criando ou desenvolvendo um produto de valor

Muitos posts ou textos na internet tentam orientar as pessoas (tanto inventor individual, quanto num uma equipe de desenvolvimento dentro de uma empresa), que estão criando ou desenvolvendo algum tipo de produto que possui (ou podem possuir) algum valor comercial, o que eles devem fazer, o caminho que devem seguir, etc. em relação à este projeto.


Neste breve post eu irei apresentar uma visão um pouco diferente evidenciando o que NÃO DEVE SER FEITO, num processo de desenvolvimento de um produto, para que se haja uma maior proteção da Propriedade Industrial envolvida no seu desenvolvimento.

A primeira coisa muito importante é tomar conhecimento que uma IDEIA não vale nada! Muitos acabam me procurando e se lamentando que: tal empresa "roubou" a minha ideia, ou, o "fulano de tal" roubou a minha ideia. Isso é uma forma de lamentação que não leva à lugar algum. O que realmente dá valor à uma ideia, é quando, a partir dela, se começa a materializa-la.


E esta materialização não está apenas relacionada com ter o produto final pronto. Não. Esta materialização tem a ver com começar a colocar esta ideia no papel, ou torná-la real, de alguma outra forma, de modo que se alguém a ver, pode conseguir imagina-la como se estivesse pronta, funcionando, tendo a sua devida utilidade.


Segundo ponto é que VOCÊ NÃO DEVE sair gritando e compartilhando sua ideia para os quatro cantos do mundo, ANTES de te-la materializada. Por que, caso isso ocorra, primeiro que será difícil saber de onde surgiu a referida ideia e, segundo, que os créditos certamente serão todos atribuídos àquele que a materializou...


Terceiro ponto, depois que tiveres sua ideia disposta numa forma materializada (um projeto, um esboço claro, um croqui, uma amostra, um diagrama, ou qualquer outra forma que dê uma característica material à ela), encontre algumas formas de garanti-la como sua propriedade. O melhor caminho para um caso similar à este é por meio de um Pedido de Patente, ou um Registro de Desenho Industrial, ou até mesmo, para alguns casos, manter o Segredo Industrial.


Tanto para o primeiro caso (fazer um pedido de patente), como para o segundo caso (fazer o registro de desenho industrial), é realizado o registro do titular do documento. E este é uma grande prova de propriedade do objeto criado.


Quarto ponto que NÃO SE DEVE FAZER, é contratar terceiros, caso seja necessário, sem antes fazer um contrato de prestação de serviço, onde fique BEM CLARO que este terceiro é apenas um contratado, e que o projeto, ou o produto final deste serviço contratado é seu. Isso é muito importante principalmente na área química, na área de sistemas, programação, na área de design, entre outras, para evitar que não fique claro este ponto e este profissional possa cair na tentação de repassa-lo para outras pessoas.


E quinto ponto, mas não menos importante, é NÃO COPIAR ALGO QUE JÁ POSSUI UM DONO. Muitas pessoas, até empresas, começam a investir tempo e dinheiro, na criação ou desenvolvimento do produto e esquecem de pesquisar se este produto já não existe!!! E pior, se já não tem um proprietário. Fazer uma pesquisa, principalmente em base de patentes para se certificar deste grande detalhe pode lhe economizar muito tempo, muito dinheiro, e mais, lhe economizar muita dor de cabeça.


Meus artigos são simples e direto, e procuro usar uma linguagem fácil para o entendimento de todos de temas complexos da propriedade industrial...


Espero que este artigo tenha sido útil.

"Samuel Simões, é palestrante, consultor em inovação, engenheiro, agente da propriedade industrial (API 2255), atua junto ao INPI e junto à Organização Mundial da Propriedade Intelectual".


#marcas #patentes #invencão #empreendedorismo #inovação

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